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Marina Raymundo da Silva
Marina Raymundo nasceu na cidade de Taquara e é moradora da cidade de Osório.Professora com formação em História.Fez curso de Folclore,é mentora do Arquivo Histórico Municipal Antonio Stenzel Filho, sócia fundadora da Associação de Estudos Culturais e membro da Comissão Gaúcha de Folclore.
A motivação pelo resgate de memórias surge dentro das disciplinas afins da faculdade. A partir da primeira pesquisa, publicada no a...Vizualizar perfil completo
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12/07/2022
A formação da Vila Miguelzinho- Parte I

Primeira Parte: A profecia de Miguelzinho: “O mundo ia acabar”



Sempre quis conhecer a Vila Miguelzinho, no Caraá, ali na Serra Geral. Sabia que não era muito fácil chegar lá: muita estrada de chão e paradas para pedir informações. Talvez algumas pessoas diriam que não conheciam o lugar... Melhor não ir sem referencias seguras! E postergava esta aventura.

A Vila Miguelzinho reporta minha infância...Lembro que de vez em quando vinha o boato em Osório de que “o mundo ia acabar”. Então, naquele imaginário encantado no qual tudo pode acontecer, olhava pro chão em terra nua, e procurava com muito cuidado rachaduras no solo de um mundo se acabando....

Foram muitas as vezes que ao entrevistar pessoas em Osório sobre assuntos diversos, surgia o assunto “Miguelzinho” com notícias de arrepiar. E no olhar distante, procurava a montanha verde para os lados da Borússia...Mas não era hora de realizar o sonho que ficava novamente para depois....

Este dia chegou, na maturidade. Quando Juliana, varrendo e lavando com destreza,para dar conta de seu trabalho de diarista, me diz toda cheia de mistério- "Dona Marina, fui no velório e sepultamento de um tio de meu marido lá na vila Miguelzinho! Aquilo lá é o fim do mundo! Chovia, quase escuro de tanto mato. Sobe morro, desce morro numa estrada estreita e barrenta... Cruzes!" Assim ela pintou aquele caminho que me era tão almejado pisar e conhecer o ambiente guardado em meu imaginario....

Meses depois, com verão se despedindo e o outono chegando de mansinho... numa tarde ensolarada, fomos ao rumo combinado! Munida de um saco de bolachas e refrigerantes, passei na casa de Juliana, onde o Hélio, seu marido, bom motorista, o seu pai Manoel e o seu filhinho David me aguardavam...

Pura sorte? Creio que não. Há coisas na vida que vem de mão beijada! O Sr. Manoel conhecia muito bem o caminho da vilinha e lá se aboletaram no carro! E eu junto! Obviamente, cedo o meu lugar para o bom motorista! Ansiosa por realizar o meu sonho.

O motorista emprumado, dá a ignição, enquanto seu filho, na inocência de criança, pergunta de imediato: “Pai, será que aqui tem motorista?” Risada geral! Já seu pai, olhando meio de lado, demonstrava orgulho, da “tirada” do filho esperto....E assim em muitas expectativas saímos a desvendar um mistério para as bandas do morro da Borússia! Rumo ao Caraá.Depois calculamos que é distante de Osório via Estrada Geral em torno de uns 35 km. A duração da viagem vai depender das paradas para curtir.Talvez 1h30min para mais.Por Santo Antônio da Patrulha deve ser mais ou menos esta distância.

O cenário pintado por Juliana não correspondeu exatamente ao que víamos...Realmente é um sobe desce e muita pedra por estradas vicinais.Extraordinário o encantamento dos lugares pelos quais passamos!Compreende-se Juliana ao descrever o cenário porque ela estava espiritualmente triste pelo funeral e ainda por cima num final de tarde tempestuosa... Porém, íamos devagar se quiséssemos chegar inteiros e o carro também...

Passamos por sete pontes, dando passagem aos arroios cujas águas vão formando o Rio dos Sinos. Parávamos para apreciar a mata nativa com o colorido do manacá da serra, colher chá de macela embora ainda não bem no ponto da colheita, e o limão nativo. Arriscávamos caminhar uns trechos nas pontes pencil. Embora muito bem seguras, nos provocavam um frenesi de tirar o fôlego e logo nos apressávamos em retornar ao carro.Tinhamos uma viagem pela frente....

       
 
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