AMLINORTE
 
 
 
 
 
 
 
 
Marina Raymundo da Silva
Marina Raymundo nasceu na cidade de Taquara e é moradora da cidade de Osório.Professora com licenciatura em História.Cursou pós graduação em Folclore, mentora do Arquivo Público Municipal de Osório, sócia fundadora da Associação de Estudos Culturais e mais recentemente é membro da Comissão Gaúcha de Folclore.

Pesquisas desenvolvidas:
-Navegação Lacustre Osório Torres. 3ª 2014.160p.
-Viajando pelo M...Vizualizar perfil completo
Perfil completo
26/03/2016 Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-2ª parte
26/03/2016 Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-1ª parte
04/12/2015 Imagem centenária de Santa Catarina de Palmares do Sul
10/09/2015 Medalha Dante de Laytano
09/09/2015 Lançamento de livro A Coberta dalma no L.N. do Rio Grande do Sul
09/09/2015 Lançamento de livro Navegação Lacustre Osório-Torres- 3ª edição
06/02/2015 Revolução de 1923 em Conceição do Arroio
10/12/2011 O Vento e o tempo III-Uma linda Viagem pela Estrada do Inferno
30/11/2011 CONVITE
25/11/2011 O Vento e o Tempo .cap.II
 
+ Arquivos
Blogs
27ª Moenda da Canção
Aidyl Peruchi
Ana Claudia Gonçalves
Andrea Hilgert
Bola - Wind Fly
Cassia Message
+ Blogs
 
  Blog da Marina
 
10/12/2011
O Vento e o tempo III-Uma linda Viagem pela Estrada do Inferno

O vento e o Tempo III- Uma Linda Viagem pela Estrada do Inferno.

Os seis jesuítas partiram em direção ao sul com destino a Rio Grande. Verão do janeiro de 1744. Sabiam que o naufrágio do navio Duc De Chartres havia acontecido a 4 léguas da guarda do rio Tramandaí. Obviamente, deveriam seguir costeando o mar, mas próximos de águas doces, abundantes na costa litorânea e, em algum ponto, pegar o caminho conhecido por soldados e tropeiros, a Estrada da Laguna.
Para este próximo parágrafo reafirmamos que é uma hipótese a questão da tentativa de buscar um ponto de acesso a esta estrada e, pelas circunstâncias nada favoráveis a eles, se obrigam abandonar a imagem da santa. Podem ter vindo mais para o norte da costa e assim deparando-se com a travessia do arroio , na Fazenda do Arroio, onde teriam deixado a imagem de Nossa senhora da Conceição, e ainda naquele ano, encontrada pelos escravos da fazenda.
No 11º dia de viagem a pé, avistam Bojuru onde havia uma choupana de palha, da guarda portuguesa; “precisamente no dia em que eles haviam colocado sob a proteção de São Luis”. É por isto que o padroeiro de Mostardas é São Luiz.
No inverno, do junho de 2011, fizemos esta trajetória, porém de automóvel e claro, no maior conforto. Eles, ansiosos por chegar à civilização e nós, por alcançar a balsa São José do Norte / Rio Grande que parte às 14 horas. Nossos destinos, Rio Grande,Cassino,Pelotas,Praia do laranjal,Fena Doce,Jaguarão e Rio Branco,Uruguai.
A BR 101 totalmente asfaltada, nem de perto lembra a famosa Estrada do Inferno que em períodos chuvosos, atolava os caminhões daqueles heróis que ainda conduzem por este caminho, a economia do litoral sul, principalmente cebola e arroz. E muito menos lembra a Estrada da Laguna, que certamente compreende trechos daquela antiga estrada do período colonial brasileiro.
Os jesuítas percorreram o trecho de Tramandaí a Mostardas em10 dias; e nós, com paradas para apreciar a natureza que é só de campos, mata nativa e de gados, pro preparo do chimarrão e também quase parando algumas vezes para desviar de alguma panela no asfalto, demoramos em torno de 2 horas.
Em vários momentos no silencio do lugar, apenas ouvindo o chiar dos pneus no asfalto, me via tentando sentir o clima de uma viagem no século XVIII, em um lugar do planeta ainda desconhecido e pouco habitado. Ao longe se vê casas de fazenda. De vez em quando um automóvel ou caminhão, e em raras paradas de ônibus adultos e crianças esperando o transporte. Aí nos acenavam: desconhecidos para desconhecidos, antigo costume de tempos idos...
Para São José do Norte ainda foi um bom trecho, em torno também de duas horas.Preferimos deixar para almoçar em Rio Grande porque a disputa na fila da balsa, entre automóveis e caminhões, era imensa......
Pensamos em lá retornar. A viagem não tem estress, é só ir reto que ao destino se chega e melhor, ainda não há pedágios....
A seguir,algumas fotos que acredito serem interessantes para quem deseja conhecer este lado do “planeta gaúcho”, acompanhadas de breve descrição:esta primeira foto é a ponte ao lado da atual no município de Palmares do Sul, pela Estrada da Laguna a Rio grande.Foi construída por escravos no ano de 1852 e destruída durante temporal , por um raio,por volta de 1985.Foto do ano de 1984, tirada por mim e inserida na obra Navegação Lacustre Osório Torres em 2ª ed.esgotada.



       
 
 Post Anterior
30/11/2011
CONVITE
  Próximo Post
06/02/2015
Revolução de 1923 em Conceição do Arroio
Deixe aqui seu Comentario
 
Blogs
Marina Raymundo da Silva
Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-2ª parte
Marina Raymundo da Silva
Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-1ª parte
Marina Raymundo da Silva
Imagem centenária de Santa Catarina de Palmares do Sul
Marina Raymundo da Silva
Medalha Dante de Laytano
Marina Raymundo da Silva
Lançamento de livro A Coberta dalma no L.N. do Rio Grande do Sul
Marina Raymundo da Silva
Lançamento de livro Navegação Lacustre Osório-Torres- 3ª edição
+ posts
Cadastre seu flyer + eventos
 
    Parceiros
 
Todo conteúdo, imagem ou opiniões publicadas aqui neste espaço é de responsabilidade civil e penal exclusiva do blogueiro.
 
 

www.rotaacoriana.com.br