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Marina Raymundo da Silva
Marina Raymundo nasceu na cidade de Taquara e é moradora da cidade de Osório.Professora com licenciatura em História.Cursou pós graduação em Folclore, mentora do Arquivo Público Municipal de Osório, sócia fundadora da Associação de Estudos Culturais e mais recentemente é membro da Comissão Gaúcha de Folclore.

Pesquisas desenvolvidas:
-Navegação Lacustre Osório Torres. 3ª 2014.160p.
-Viajando pelo M...Vizualizar perfil completo
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26/03/2016 Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-2ª parte
26/03/2016 Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-1ª parte
04/12/2015 Imagem centenária de Santa Catarina de Palmares do Sul
10/09/2015 Medalha Dante de Laytano
09/09/2015 Lançamento de livro A Coberta dalma no L.N. do Rio Grande do Sul
09/09/2015 Lançamento de livro Navegação Lacustre Osório-Torres- 3ª edição
06/02/2015 Revolução de 1923 em Conceição do Arroio
10/12/2011 O Vento e o tempo III-Uma linda Viagem pela Estrada do Inferno
30/11/2011 CONVITE
25/11/2011 O Vento e o Tempo .cap.II
 
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25/11/2011
O Vento e o Tempo .cap.II

Capítulo II- O Vento e o Tempo
Os escravos da “Fazenda do Arroio” deram nome a imagem entalhada em madeira, de Nossa senhora da Conceição, encontrada às margens do arroio da fazenda e que mais tarde, 1755, seria a Sesmaria do Arroio onde ficava a Fazenda do Arroio , pertencente ao avô do General Osório,Tomás Luiz Osório. Atualmente, o espaço em que se encontra o Parque Histórico Mal Osório são terras que pertenciam a Fazenda do Arroio. Pessoas ligadas afetivamente a Romário Machado, parente do General Osório, resgata esta denominação, indicando-a na entrada da sua propriedade, às margens da Lagoa das Emboabas, na RS 30: “ Fazenda do Arroio”.

Este arroio era conhecido como Arroio Pai Manoel, hoje, Arroio do Camarão, divisa oficial do município de Tramandaí com Osório.
Esta travessia era obrigatória para quem viesse da praia de Tramandaí, ou para quem quisesse retomar o caminho da Estrada da Laguna, primeira estrada litorânea criada pelos viajantes, tropeiros e militares em 1703. ( Da obra: Construindo Osório, de Marina Raymundo da Silva à p 16.)
O episódio do naufrágio e o achado da imagem, confere com o ano de 1744, data confirmada pelo senhor Romário Machado, pesquisador osoriense, parente do Marechal Osório, herdeiro e então morador da Fazenda do Arroio, falecido na década de 70 do século vinte .
A imagem desta santa está exposta no Museu Antropológico de Osório “Leonel Mantovani”,
Dar nome às Igrejas, às capelas, a lugares e às pessoas, de Conceição, era homenagear a Santa Virgem Maria: Imaculada Concepção.
Dois anos antes deste naufrágio, 1742, o português Antônio Gonçalves dos Anjos, manda construir uma capela na Vila da Serra ( Osório) e também lhe faz homenagem. A Santa Nossa Senhora da Conceição é a Padroeira do município de Osório.
A Lenda de Nossa Senhora da Conceição do Arroio:
Quando o povo e o padre da Vila da Serra souberam da presença da imagem nas terras pertencente ao avô do General Osório, Tomás Luis Osório, o padre vai até lá e a traz para a capela da vila. Porém os escravos sentiam-se no direito sobre a imagem porque a haviam encontrado. Por isto buscaram a imagem à noite. O padre então, logo ficou sabendo para onde e quem a raptou. O dono da fazenda, o padre e mais o povo do lugar foram na senzala! E lá estava a imagem! Levaram-na de volta até a vila. À noite, os escravos foram até a vila e a trouxeram para a senzala.
Foram muitos “vai e vem” da santa. O padre acusava os escravos da retirada da santa, e os escravos, por sua vez, defendiam-se dizendo que não eram eles que a roubavam e sim que a santa “fugia”. Para por fim ao “vai e vem” da santa, o padre mandou construir uma redoma de vidro para a imagem e, depois disto a santa nunca mais “fugiu” da Vila. O fato real virou lenda, a Lenda de Nossa Senhora da Conceição, aguçando o imaginário de seus moradores até os nossos dias.
O menino Manoel Luis deve ter ouvido muitas vezes esta história acontecida dentro das terras de seu avô nas quais viveu até seus 15 anos quando partiu para nunca mais voltar. As cartas eram o meio de estar em contato com o lugar em que viveu sua infância e com seus queridos familiares, respondidas entre uma batalha e outra na defesa do solo brasileiro, sob ordens do governo Imperial.


       
 
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CONVITE
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dalva almeida de mello - Capão da Canoa - rs - brasil
Marina, parabéns por tão maravilhosa iniciativa, tua obra destaca os mais preciosos tesouros . Uma leitura que nos faz retornar ao passado e fortalecer os laços do conhecimento.
Resposta: Olá, inesquecível colega Dalva Almeida!Muito obrigada pelo incentivo.
 
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