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Paulo de Campos
Maestro, Bacharel em Composição e Regência, Licenciado em Educação Artística com Habilitação em Música e Pós-Graduado em Folclore em Nivel de Especialização pela Faculdade de Música Palestrina, onde foi também professor de Teoria Musical, Harmonia Elementar e Superior e Música de Câmara.

Começou sua carreira nos festivais estudantis em Pelotas e Porto Alegre, ao lado de Kleiton Ramil, Haroldo Campos, Quico Castro ...Vizualizar perfil completo
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  Paulo de Campos
 
17/08/2010
Informações gerais sobre a cultura açoriana

(Texto publicado na página de Cultura do Jornal Revisão em 19.08.10)

Como é tempo de Moenda da Canção em Santo Antônio da Patrulha, cidade que respeita e preserva com ênfase e obstinação a cultura açoriana, e do XIII Festival Internacional de Folclore de Gravataí, nós, daqui de Osório, temos os mesmos traços culturais, mas nem todos sabemos muito a respeito desse importante legado cultural que deve ser motivo de orgulho de nosso povo e de nossas comunidades.

Baseado em um trabalho escolar elaborado há alguns anos por alunas da Rima e da Escola Rural, conto um pouquinho sobre as influências culturais açorianas aqui no litoral e em todo o Rio Grande do Sul. (Paulo de Campos)

AÇORES

Região autônoma de Portugal, é um arquipélago do Oceano Atlântico, a meio caminho entre Portugal e Estados Unidos da América. É formado por nove ilhas: Santa Maria (ilha vermelha), São Miguel (ilha verde), Terceira (ilha lilás), São Jorge (ilha Castanha), Graciosa (ilha branca), Pico (ilha cinzenta), Faial (ilha azul), Flores (ilha cor-de-rosa) e Corvo (ilha preta).

Logo após seu descobrimento pelos navegadores portugueses, o arquipélago começou a ser povoado e a ser aproveitado como ponto de parada para as caravelas que navegavam pelo Atlântico. Devido ao seu desenvolvimento comercial, o arquipélago dos Açores atraía muitos portugueses que lá iam morar. Contudo, pouco a pouco, o arquipélago começou a ficar superpovoado. Assim, muitos açorianos foram-se obrigados a imigrar, procurando novas terras onde pudessem se estabelecer e trabalhar, vindo principalmente para o Brasil.

AÇORIANOS NO BRASIL

A imigração de casais açorianos para o Brasil começou no séc. XVII. Em 1747 Portugal sentindo a necessidade de povoar as terras meridionais, lançou um edital convidando casais açorianos para virem para o sul do Brasil (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), pois enquanto no sul o império português se defrontava com o problema de possuir muita terra para pouca gente, nas Ilhas dos Açores a situação era inversa: havia muita gente para pouca terra.

Entraram no Rio Grande do Sul aproximadamente dois mil e trezentos açorianos (o que representava dois terços da população gaúcha). Localizaram-se ao longo do litoral e da depressão central. Veio com eles um enorme legado cultural.

Os açorianos e seus descendentes sempre foram muito criativos no seu saber popular, eram hábeis na improvisação de versos, de onde surgiam verdadeiros poemas e mensagens de amor ou crítica. O pão-por-Deus, as quadras populares as trovas, os causos e os ditados populares são algumas das formas de se expressão da literatura açoriana escrita e falada.

A gastronomia envolve produtos de origem agropecuária, frutos do mar e pescados, bem como bebidas. A maior parte das receitas agrícolas está relacionada farinha de mandioca, milho e feijão, produtos básicos de sua alimentação: cuscuz, rosca de polvilho, beiju, pamonha e roupa-velha de carne no feijão são alguns exemplos.

Pode-se afirmar, com muita segurança, que uma das marcas mais expressivas que a cultura portuguesa levou ao Brasil é a religiosidade. O culto ao Divino Espírito Santo é a expressão religiosa desta cultura que está praticamente em todos os recantos do nosso país. Esta festa vem de épocas remotas instituída em Portugal, pela Rainha Isabel, no século XVI, para cá imigrou com os colonos portugueses, e também pelos jesuítas, que por meio dela conseguiram atrair negros e índios para o seu credo. A Festa do Divino é a festa da fartura e da prodigalidade, e o seu maior motivo é que o Espírito Santo abençoe com seus dons e dádivas, e que proteja as terras com boa colheita, mas para isso é preciso que haja muito pão, carne e vinho. Outras manifestações de fé são os pagamentos de promessas e a Mesa dos inocentes.

São inúmeras e variadas as danças de base cultural açoriana que refletem influências culturais diversas luso-açoriana, africana, italiana, cigana, etc: O Fandango - dança de salão associada ao bailado de tamancos. Dança de São Gonçalo - conhecida por fandango de São Gonçalo, é uma dança religiosa que teve origem em Portugal e foi trazida pelos imigrantes. Chamarrita ou Chimarrita - é uma moda muito alegre e rapidinha, tipo um valsado na ponta dos pés.

Quadrilha - é uma dança com movimentos coreográficos que lembram diversas danças açorianas. Ratoeira - dança típica de roda que embalava as comunidades, Pau-de-fita - é uma dança em homenagem á fertilidade da natureza, formada por dançarinos, tendo ao centro um pau-de-fita colorida que representava a árvore e seus frutos. O Pezinho: existem inúmeros tipos de danças do pezinho cultuadas nos Açores.

Os folguedos são manifestações folclóricas marcadas por coreografias livres, em que os movimentos dos praticantes, a musicalidade e as cantorias, quando existem, refletem a criatividade e a improvisação. Quase todos os folguedos, de fundo profano ou religioso, são de origem açoriana ou resultaram de práticas dos descendentes açorianos: Terno de Reis - é uma manifestação folclórica e cultural, através da qual um grupo de pessoas, sai s vésperas do Natal, Ano-Novo e no Dia de Reis, nas portas das casas, cantando e anunciando o nascimento do Menino Jesus, exaltando sua Divindade. Cantorias do Divino - são cantorias que homenageiam o Espírito Santo, saúdam e agradecem as ofertas bandeira, quando se visitam as famílias de casa em casa. Um grupo de terno costume cantar nestas casas. Dança da Quadrilha - é uma dança alegre que apresenta várias evoluções comandadas por um marcador, ela aparece em várias regiões brasileiras. Casamento na Roça - é uma inicialização de um casamento do interior como todos os seus componentes, só que tem um tom brincalhão, onde geralmente os noivos são trazidos pela quadrilha.

Como já foi dito, a cultura açoriana está presente e manifesta-se permanentemente em nossas ações cotidianas. Por isso devemos cada vez mais tentar conhecê-la melhor preservá-la e perpetuá-la.
       
 
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Arnaldo Moura - Vila do Porto - Sel - Portugal
Caro Amigo sou de Santa Maria Açores e gostaria de deixar uma correcção ao seu artigo, Santa Maria é a Ilha Amarela, não Vermelha como está no artigo. Des resto adorei ler. Bem haja Arnaldo Moura
Resposta: Obrigado por sua correção. Ocorre que eu também sempre tive essa informação de que Samta Maria é a Ilha Amarela até que no site açores.net, se não me engano, aparece como ilha vermelha.
Beatriz Pioner - sao jose - sc - brasil
me ajudou no trabalho obrigada!
 
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